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2015-2018 Resumo do Relatório de Avaliação

Classificação: Excelente

Justificação, comentários e recomendações

O IVAR é uma unidade de investigação cuja ênfase está na vulcanologia e na análise de múltiplos riscos (marinhos, movimentos de vertente, emissões gasosas, sismos, etc.) existentes no ambiente frágil de um arquipélago vulcânico. A proposta é muito convincente e bem redigida, bem pesquisada e preparada. O(s) autor(es) são claramente muito experientes.
 
O IVAR focou-se com sucesso na participação em projetos da UE. Mais importante, participou no projeto “MED-SUV - Mediterranean Supersite Volcanoes” (2013-2016), do EU-FP7, onde a investigação foi direcionada para a investigação relacionada com a percepção de riscos relacionados com a atividade vulcânica e sísmica. Outro projeto internacional, financiado pela instituição americana Alfred Sloan Foundation, teve como objetivo estimar emissões de CO2. Além disso, o IVAR está envolvido no projeto "ARISE2 - Atmospheric Dynamics Research Infrastructure in Europe 2” (2015-2018), do H2020, que tem como objetivo monitorizar vulcões remotamente atarvés de técnicas de ultrassom. Finalmente, o IVAR tem estado, desde 2017, envolvido no projeto VOLRISKMAC do INTERREG-MAC, que prevê o reforço do intercâmbio de conhecimentos entre a Madeira, Cabo Verde, Canárias e as ilhas dos Açores.

A qualidade da candidatura é excelente no que respeita os detalhes da descrição do status quo e da explicação da base sobre a qual devem ser dados os próximos passos estratégicos. O trabalho proposto tem um alto nível de mérito, com cada tipo de atividade a ser realizada encontrando a sua justificação nas consequências para a população dos Açores e, consequentemente, para as considerações nacionais portuguesas. A relevância do trabalho é inquestionável e mensurável na melhoria da qualidade da monitorização multiparamétrica do território e da pesquisa fundamental em todo o arquivo histórico regional no que respeita aos eventos vulcânicos e suas consequências. A relevância do trabalho mostra-se também ao nível do planeamento para o desenvolvimento das ilhas.

A internacionalização do instituto é extraordinária, parecendo resultar de um reconhecimento anterior, ocorrido há 20 anos atrás. A europeização e internacionalização dos colaboradores e projetos científicos conduz a um importante reforço da base científica para o futuro dos Açores no que diz respeito à vulcanologia, bem como à avaliação de perigos e riscos, preparação e mitigação. Existem inúmeros exemplos desta internacionalização, importação e exportação de conhecimentos, fazendo do IVAR um modelo para a ciência portuguesa. Hoje são impensáveis grandes esforços vulcanológicos na Europa sem a contribuição dos Açores.

Como resultado, o IVAR tem uma forte cooperação internacional, sendo membro da World Organization of Volcano Observatories (WVO) e das redes internacionais: CTBTO (Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty Organization), DORIS (Doppler Orbitography and Radiopositioning Integrated by Satellite), EMSO (European Multidisciplinary Seafloor and Water Column Observatory), EPOS (European Plate Observing System), EUROVOLC (European Network of Observatories and Research Infrastructures for Volcanology), NEREUS (Network of European Regions Using Space Technologies), RAEGE (Atlantic Network of Geodynamical and Space). Além disso, está em preparação um acordo bilateral com a Academia Chinesa de Ciências.

A disseminação está ambiciosamente descrita e inclui várias novidades que estão profundamente enraizadas numa compreensão orgânica do que é viável e eficaz, dada a geografia do arquipélago.

A equipa do IVAR é cuidadosamente organizada em áreas de especialização e atividades que, juntas, proporcionam um nível notável de abrangência dos temas necessários para lidar com os riscos geológicos e os riscos das implicações de habitar nessas ilhas. É claro que o pensamento longo e cuidadoso de vários anos entrou nessa configuração. No entanto, ainda existem lacunas que são abordadas abaixo.

O nível científico de atividade e qualidade dos resultados dos investigadores está num nível internacionalmente competitivo. Esta é a razão pela qual são continuamente capazes de atrair os melhores especialistas a nível mundial para colaborações em muitos elementos da vulcanologia moderna, bem como da análise de perigos e riscos. Em suma, os investigadores desenvolveram uma estratégia para alimentar a sua equipa principal sediada nos Açores, que tem sido altamente bem sucedida. Demonstraram também, de forma clara, a sua capacidade de encontrar as sinergias inerentes ao IVAR, por exemplo, publicando recentemente a publicação holística da Geological Society of London sobre os Açores.
 
É importante ressalvar que as atividades do IVAR envolvem uma grande quantidade de tarefas de monitorização pelas quais são responsáveis. Para um instituto  encarregado de monitorizar, a criatividade e a ambição dos seus membros erelativamente às ciências fundamentais são repetidamente impressionantes.

O IVAR tem uma equipa de investigação muito forte, com boa produtividade em termos de artigos em revistas científicas com arbitragem​, de apresentações em conferências, de relatórios e de outros artigos. Muitos dos artigos são publicados em revistas científicas com alto fator de impacto. O Instituto conta com investigadores de renome (João Luís Gaspar - Reitor, Gabriela Queiroz e Paulo Fialho - Vice-Reitores, José Virgílio Cruz, Nicolau Wallenstein, Teresa Ferreira e José Pacheco) com fortes perfis de investigação e experiência significativa em supervisão de pós-doutorados, doutorandos e mestrandos, e da disseminação de investigação para a comunidade internacional e para a sociedade através de artigos populares. Além disso, o IVAR tem uma série de jovens investigadores promissores que estão prontos para substituir os investigadores mais experientes, mas este processo de rejuvenescimento requer algum apoio da FCT.

Do ponto de vista de colegas internacionalmente valorizados em vulcanologia, bem como em análise de perigos e risco, a excelência crescente de suas atividades de monitorização (e ambições futuras, ver abaixo) é igualmente impressionante.

A estratégia do IVAR para 2018-2022 é apresentada como um conjunto de metas claras, bem justificadas e cuidadosamente preparadas. Para além dos avanços de ponta na monitorização e estudos fundamentais da história geológica, envolve, com grande sabedoria, explorar as possibilidades sinérgicas disponíveis nos Açores ao nível das ciências marinhas e atmosféricas. Existe uma seleção cuidadosa do equilíbrio entre o que foi projetado e o possível na proposta. Com uma gama de objetivos amplos e específicos e com o estabelecimento de três pilares metodológicos/organizacionais para alcançá-los, - projeção, colaboração e impacto, a proposta parece ser muito madura. Os recursos solicitados estão claramente definidos.