Na passada terça-feira, dia 6 de novembro, o vulcão Fuego, na Guatemala, entrou pela quarta vez em erupção este ano, após o evento eruptivo de junho que provocou a morte de pelo menos 190 pessoas.
Num boletim vulcanológico especial, o Instituto de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia da Guatemala (INSIVUMEH) informou que ocorreram explosões fracas e moderadas, que produziram uma pluma eruptiva de cinzas com cerca de 4600-4800 metros de altura, que se dispersou para oeste e sudoeste, atingindo uma distância não superior a 12 km. Informaram ainda que houve registo de queda de cinzas nas comunidades Sangre de Cristo, Santa Sofia, Panimaché I e II e outras localizadas nessa direção. Além disso, sobre a cratera houve dois pulsos incandescentes subindo 300 metros.
Numa atualização da informação, o INSIVUMEH informa que a atividade do vulcão Fuego continua, tendo-se formado uma escoada lávica que flui em direção ao vale do Ceniza, estimando-se, até ao momento, um comprimento aproximado de 1200 metros.O porta-voz do Coordenador Nacional de Redução de Desastres, David de Leon, disse que a Estrada Nacional 14 foi fechada por precaução, mas acrescentou que alguns motoristas "não estavam a respeitar" a medida e ameaçaram as autoridades com "ações violentas, como atear fogo aos carros patrulha".
Uma vez que a sismicidade se mantém, o INSIVUMEH avisa que é possível que se formem novas escoadas lávicas ou escoadas piroclásticas que podem fluir pelos vales presentes nos flancos do vulcão.
Com 3 763 metros de altura, e localizado na zona sul do país, o vulcão Fuego é o mais ativo do país. No dia 3 de junho deste ano foi palco de uma violenta erupção, matando pelo menos 190 pessoas.